Astronomia
A Lua vai se apodrecer - devemos proteger nossa herança nele enquanto ainda podemos
Em 1959, a sonda Luna 2 da União Soviética tornou-se o primeiro objeto humano a chegar ao nosso vizinho celestial mais próximo. Nas décadas que se seguiram, temos deixado pegadas - tanto literalmente como figurativamente - por toda a Lua. Hoje, existem mais de

A Lua deixou de ser apenas um símbolo no céu e virou um território em disputa. Com mais de 100 missões previstas para a próxima década e toneladas de equipamentos já espalhados por lá, surge um problema que quase ninguém estava olhando: estamos prestes a pisar — literalmente — na nossa própria história. O ponto crítico aqui é simples e desconfortável: não existe uma “lei do patrimônio lunar” clara. Tratados atuais falam em evitar interferência, mas não garantem proteção real para locais históricos como os das missões Apollo. E aí vem a provocação: será que vamos repetir na Lua o mesmo padrão da Terra — explorar primeiro, preservar depois, quando já for tarde demais? Porque diferente daqui, não existe uma “segunda Lua” para corrigir o erro.
Publicado em 23 de março de 2026
